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DVD Alex de Oliveira A História de um REI !

  Toda semana estaremos colocando trechos de cenas que estarão no DVD que contará a história de todo reinado de Alex de Oliveira desde o início até sua despedida. O lançamento será realizado em grande festa em 2009. VER !

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:: A Folia nos Estádios de Futebol


  Na final do Campeonato Carioca deste ano, entre Flamengo e Botafogo, a torcida rubro-negra cantou a marchinha carnavalesca “Mamãe eu quero” para provocar os botafoguenses, lembrando o famoso episódio do chororô, em um dos confrontos entre os dois times esse ano. O coro surgiu espontâneo, entre um pequeno grupo de torcedores, e, de repente, já ecoava por todo o estádio. Afinal, quem é que não conhece essa e outras tantas marchinhas carnavalescas? O fato deu-me a inspiração para falar um pouco com vocês sobre essa estreita relação entre as torcidas de futebol e o Carnaval.

  As marchinhas que faziam sucesso nos salões e nas ruas começaram a ser cantadas nos estádios na final do Campeonato Carioca de 1942. Jaime de Carvalho, um rubro-negro apaixonado, reuniu um grupo de torcedores que invadiu o estádio das Laranjeiras com instrumentos de percussão, clarins, um pistom e um trombone. A pequena, mas barulhenta bandinha, ajudou a empurrar o time para conquistar o título daquele ano em cima do Fluminense e aumentar a rivalidade entre as duas equipes que  mais ganharam títulos no Rio de Janeiro desde 1912 de uma maneira divertida e bem humorada.

Ver História do FLA x FLU

  Empolgados com a estréia vitoriosa, o grupo passou a acompanhar todos os jogos do Flamengo. Ary Barroso, comentarista de futebol e flamenguista fanático, acabou batizando a bandinha rubro-negra com o apelido de “charanga”, pois ele dizia que se tratava apenas de um conjunto musical desafinado e barulhento. Ary, além de gostar de futebol, também era compositor e sua “Aquarela Brasileira” serviu de inspiração para Silas de Oliveira compor o samba homônimo para o desfile da Império Serrano de 1964. Ary Barroso ainda foi homenageado pela União da Ilha em 1988 com o enredo “Aquarilha do Brasil”. Apesar do nome jocoso dado pelo compositor, o fato é que a Charanga Rubro-Negra de Jaime de Carvalho inspirou torcedores de outros times a também formarem as suas próprias charangas.

  Na Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil, a charanga de Jaime se vestiu de verde e amarelo. Na partida válida pelo quadrangular final, entre Brasil e Espanha, o Maracanã recebeu um público de mais de 200 mil pessoas, e lá estava a charanga para apoiar a seleção brasileira. A crônica esportiva exaltava a seleção espanhola e previa um jogo muito difícil, mas, comandada por Zizinho e Ademir Menezes, a equipe brasileira dava olé em campo. Com o placar indicando 6 a 1, a charanga viu que o “touro espanhol” não era tão bravo assim e começou a tocar a marchinha “Touradas em Madrid”, sucesso do Carnaval de 1938. O efeito cascata tomou conta do Maracanã e milhares de torcedores começaram a acenar com lenços brancos e a cantar debochadamente numa só voz:

“Eu fui às touradas em Madri
(Bum paratchimbum)
E quase não volto mais aqui
Para ver Peri beijar Ceci”

  Entre os espectadores, estava o autor da marchinha, João de Barro, o Braguinha, que não se conteve e chorou de emoção. O compositor se emocionaria novamente em 1984, na homenagem prestada pela Mangueira, com o enredo “Yes, nós temos Braguinha”, levando a verde-e-rosa a conquistar o primeiro título da era Sambódromo. A marchinha “Balancê”, de Braguinha, é cantada até hoje pela torcida do Fluminense que trocou alguns versos para fazer referência ao time.

  Lamartine Babo, outro grande compositor de marchinhas carnavalescas, também tem suas composições cantadas até hoje nos estádios. Os hinos em ritmo de marchinha, criados nos anos 1940, se tornaram tão populares que ofuscaram os hinos oficiais que os clubes tinham até então. Curiosamente, o saudoso Lalá também virou enredo e deu o título do Carnaval de 1981 à Imperatriz, com “O teu cabelo não nega (Só dá Lalá)”.

  São muitos os casos em que o futebol e o Carnaval se encontram. Em 1989, o samba “Festa Profana” da União da Ilha virou um hino dos torcedores que comemoravam a vitória dos seus times com os versos “Eu vou tomar um porre de felicidade / Vou sacudir, eu vou zoar toda cidade…”. Em 93, o Salgueiro deu um show na Sapucaí com “Peguei um Ita no Norte” e os versos “Explode coração na maior felicidade…” logo ganharam as arquibancadas dos estádios. Em 94, foi a vez do samba da Mangueira “Me leva que eu vou sonho meu…” fazer a alegria das torcidas. Em 95, a Estácio de Sá, com o enredo “Uma vez Flamengo” fez uma homenagem ao centenário do clube e o samba caiu na boca dos rubro-negros. Em 98, a Unidos da Tijuca celebrou os 100 anos do Vasco e, independente de resultado no desfile no Grupo de Acesso, a torcida vascaína canta o samba durante as partidas e tem um carinho enorme pela agremiação tijucana. E o que dizer do samba de Neguinho da Beija-Flor que é cantado por todas as torcidas, mudando apenas o nome do clube no final do refrão? “Domingo eu vou ao Maracanã / Vou torcer pro time que sou fã…”. É de arrepiar!

  Apesar não serem mais executadas nas rádios, as marchinhas e sambas carnavalescos ainda fazem parte do repertório de músicas que as torcidas cantam nos estádios. Entretanto, é uma pena que as charangas estejam desaparecendo ou se apresentem em número muito reduzido de músicos, se destacando apenas em jogos de times pequenos do subúrbio ou do interior. Espero que as velhas charangas sejam mais prestigiadas pelos clubes e voltem com força total. Afinal, tem coisa melhor do que assistir a um jogo de futebol ouvindo sambas e marchinhas de Carnaval?

  Um abraço do Mameluco e até a próxima!

  Abaixo, segue um vídeo sobre a Charanga do Flamengo exibido em um programa da TV Cultura.
Endereço: http://br.youtube.com/watch?v=hENl4RTuh34
 

:: Abre Alas


  Morar no Rio de Janeiro é um privilégio para poucos no mundo. A cidade é maravilhosa não só por suas belezas naturais mas também por sua gente com seu jeitinho carioca de ser. Entre tantas coisas que caracterizam a cidade e seu povo, se destacam a praia, o futebol, o carnaval e o desfile das escolas de samba, pelos quais tenho grande paixão. Agradeço ao Alex por este espaço onde pretendo fazer uma relação entre as coisas do cotidiano e o carnaval. Neste primeiro texto vou apenas fazer uma breve apresentação.

  Nasci em Curitiba, mas vim para o Rio ainda com 6 meses. Acredito que minha ligação com o carnaval vem desde o momento que meus pais me geraram, já que nasci no mês de novembro, ou seja, nove meses depois do carnaval. Foi por volta dos três anos que meus pais me levaram pela primeira vez na Avenida Presidente Vargas para ver os carros alegóricos enfileirados antes do grande desfile das escolas de samba. Nós também caminhávamos pela Rua da Alfândega e eu ficava observando todo aquele comércio de fantasias e artefatos ligados ao carnaval, e as lojas de discos tocando o LP com os sambas-enredo do ano. Meus pais compravam o disco após minha grande insistência e ao chegar em casa, eu ouvia os sambas incansavelmente até saber cantar todos. Muitas vezes, colocava o LP para tocar e chamava minha mãe para juntos sambarmos como um autêntico casal de mestre-sala e porta-bandeira.

  Em 1989, me tornei torcedor da Imperatriz Leopoldinense, que naquele ano ganhou o Carnaval com o enredo “Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós”. O samba e o desfile foram lindos e não me deixaram outra escolha a não ser acolher aquela agremiação dentro do meu coração.

  Durante muitos anos viajei com meus pais no período de Carnaval, mas nunca deixei de acompanhar os desfiles pela televisão. Ficava assistindo na sala de TV do hotel durante toda a noite, lutando contra o sono, até a última escola passar com o dia amanhecendo. No dia seguinte, buscava nos jornais as informações para saber quem eram as favoritas, os bastidores dos desfiles etc. No dia da apuração, arrumávamos as malas, colocávamos no carro e nos reuníamos na sala da TV para acompanhar a divulgação das notas. Só após o resultado retornávamos para casa. Chegávamos no Rio de Janeiro à noite e através da janela do carro eu sentia aquele clima de festa e decepção no ar e via pedaços de alegorias e fantasias pelo chão das ruas do centro da cidade.

  Chegando à adolescência, as viagens de carnaval passaram a ser com os amigos, mas o hábito de acompanhar o que acontecia no Rio não mudou. Curtia muito as festas e os agitos do lugar durante o dia mas quando chegava a um certo horário da noite eu abandonava tudo e ia pro quarto do hotel, pra um quiosque ou pra qualquer lugar que tivesse uma televisão para poder acompanhar, ao menos, o desfile da minha querida Imperatriz.

  Depois de muitos anos lamentando o fato de não nascer em berço de sambistas e de não ter amigos que curtissem o carnaval carioca, o que acabava me desanimando de desfilar, recebi um convite inesperado de um amigo para desfilar no Império Serrano em 2004. Aceitei na hora, até porque naquele ano a escola de Madureira estava reeditando “Aquarela Brasileira” um dos sambas mais famosos e bonitos da história. Finalmente chegou o grande dia! Meu coração parecia explodir dentro da fantasia de cangaceiro ao ver as pessoas nas arquibancadas delirarem com o samba e aplaudirem a passagem da escola. Foi inesquecível. A minha vontade era de correr para o início do desfile e pegar o final da escola para poder passar pela avenida mais uma vez. Desejo que só foi realizado no ano seguinte desfilando dessa vez pela Unidos da Tijuca.

  Após o carnaval de 2005 eu resolvi me aventurar dentro do mundo do samba ao me inscrever no Tamborim Sensação, uma escolinha de percussão que forma ritmistas para compor as baterias das escolas de samba. O que começou como uma brincadeira acabou se tornando uma realidade. A rotina de ensaios me fez conquistar muitas amizades e chegar ao meu objetivo. No Carnaval de 2006, desfilei nas baterias da Estácio de Sá, Império da Tijuca e Paraíso do Tuiuti e brinquei em ala na Unidos da Tijuca e na Imperatriz. A minha escola não foi bem, mas tive o prazer de ser campeão na Estácio e na Império da Tijuca, pelos grupos de Acesso A e B, respectivamente. Em 2007, desfilei na Imperatriz, Estácio, Unidos da Tijuca, Império da Tijuca, Tradição e Vizinha Faladeira. Em 2008 saí na Imperatriz, Império da Tijuca e na União de Jacarepaguá. Nesses dois anos não fui campeão em nenhuma escola, mas o mais importante foi a enorme quantidade de amigos que fiz nesse período. O carnaval passa, as amizades ficam.

  Até a próxima pessoal!

  Um abraço do Mameluco!
 

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:: Comentários das Colunas de Mameluco


De:
Helbia
Mensagem:
Vim aqui prestigiar o seu trabalho,quero aproveitar e lhe desejar muito sucesso. Beijos da Amiga Helbia

De: Lindinha
Mensagem: Parabéns David ! se eu fosse rica te comprava pra mim te amo

De: Rafa
Mensagem: Adorei conhecer um pouco mais d vc Interessante sua historia, realmente vc ama o carnaval. e n eh pra menos, um festa mto linda deve ser comemorada com todo esse fervor bjs!

De: :Luna
Mensagem: Muito bom! Não tinha idéia de seu \"amor fanático\" por carnaval. Beijocas, Luna.

De: Vanessa
Mensagem: Hmm que interessante! Gostei da idéia do colunista, quero muito ler sobre essa relação do carnaval com o cotidiano... boa sorte!!!

De: Rafael Lima
Mensagem: Interessante o texto desse novo colunista. Até que esse tal de Mameluco, que mais parece ser o Zé do Caixão (vide foto), escreve bem, com uma linguagem inteligente, mas capaz de ser assimilada por qualquer um que lê. Sua história no carnaval coincide muito com a de todos nós que somos admiradores dessa cultura carioca e não descendemos do sangue de bambas do samba, creio eu. Talvez por isso também se dê o meu gosto por esse seu primeiro texto. Muito bom... Parabéns e Boa Sorte!!!

De: Filipe
Mensagem: Parabéns David ! Outro golaço !!!! :-) Muito bacana a iniciativa do Alex... Vida longa ao projeto e à tua escrita !

De: Alvinho
Mensagem: E viva o carnaval e mais um espaço pra se falar dele! Boa sorte pra ti nos carnavais, e nessa nova jornada de escritor!

De: Mário Roque
Mensagem: Esse Mameluco em termos de samba (e de amizade) é, como diria o juri: \"DEZ, nota DEZ\"! Mameluco vai crescer com as escolas de samba e as escolas de samba vão crescer com Mameluco. Abraço

De: Aloysio Itajahy
Mensagem: Grande Mameluco! O sambista! Parabéns pela coluna! Valeu por me citar \'implicitamente\' na sua bonita \'história carnavalesca\'. Sinto-me um responsável orgulhoso pela sua incursão na avenida. Ainda me lembro da sua chegada numa nova turma de colégio, quando te perguntaram: \"qual a sua escola de samba?\" E você respondeu de bate-pronto: \"...eu sou Imperatriz!!!\". Naquela época brincávamos COM o carnaval, e hoje brincamos O carnaval. Grande abraço do amigo!

De: Aloysio Itajahy
Mensagem: Grande Mameluco! O sambista! Parabéns pela coluna! Valeu por me citar \'implicitamente\' na sua bonita \'história carnavalesca\'. Sinto-me um responsável orgulhoso pela sua incursão na avenida. Ainda me lembro da sua chegada numa nova turma de colégio, quando te perguntaram: \"qual a sua escola de samba?\" E você respondeu de bate-pronto: \"...eu sou Imperatriz!!!\". Naquela época brincávamos COM o carnaval, e hoje brincamos O carnaval. Grande abraço do amigo!

De: Marcelle
Mensagem: É senhorito Mameluquitos...vc tem uma estoria bem parecida com a minha..eu sempre tive vontade de desfilar mas sempre assistia nas arquibancadas..até que um dia desfilei pela primeira vez na Imperio serrano e cai de boca no Carnaval...assim como vc participei do Tamborim sensaçao...e desfilei em algumas escolas como ritmista...inclusive na minha escola de coraçao (Portela) deve ser por isso q nos conhecemos...hahahha Bjos e Parabens pela coluna!!!!

De: Bárbara
Mensagem: Sua paixão pelo Carnaval é bem visível, e acho que vc só não se dedica mais à esse mundo por falta de tempo. Eu tenho certeza que sua ligação com o Carnaval ou Samba não se limita a ter sido concebido no mês do Carnaval. Acho que essa ligação vem de outras vidas. Adoro ter um amigo doidinho por Samba e carnaval que nem vc tá. Bjus

De: Lucia Regina Salgueirense
Mensagem: OLA DAVI MUITO LEGAL SUA COLUNA... PARABENS....SAUDADES QUERIDO ....

De: Victor 725 Sambista
Mensagem: Esse cara é dos mais maluco q eu conheço no mundo Samba, só maluco não Fanático por samba. Tive o prazer de desfilar na mesma ala q esse cara na Unidos da Tijuca em 2007, naquele um historia engraçada o cara é tão maluco q ele saiu da Usina(TIjuca) passou em ramos na Imperatriz para pegar sua Fantasia e logo em Seguida segguiu para Minha casa(em Belford Roxo)só para pegar a Fantasia da Tijuca. O moleque nem sabia q Belford Roxo existia mas ele veio no sistema GPS com seu super carro o Chevette possante. Esse sitema GPS é Novo é meu celular e o Dele, eu ficava no Cel ensinando o cara a chegar aqui em casa, mas valeu ele chegou bem pegoua Fantasia ainda conheceu a a Inocentes de Belford Roxo. E esse ano só não foi campeão pq não quis a INocentes estava de portas abertas para vc, te espero na Inocentes em 2009. Valeu DD boa coluna. Um abraço

De: Victor 725 Sambista
Mensagem: Esse cara é dos mais maluco q eu conheço no mundo Samba, só maluco não Fanático por samba. Tive o prazer de desfilar na mesma ala q esse cara na Unidos da Tijuca em 2007, naquele um historia engraçada o cara é tão maluco q ele saiu da Usina(TIjuca) passou em ramos na Imperatriz para pegar sua Fantasia e logo em Seguida segguiu para Minha casa(em Belford Roxo)só para pegar a Fantasia da Tijuca. O moleque nem sabia q Belford Roxo existia mas ele veio no sistema GPS com seu super carro o Chevette possante. Esse sitema GPS é Novo é meu celular e o Dele, eu ficava no Cel ensinando o cara a chegar aqui em casa, mas valeu ele chegou bem pegoua Fantasia ainda conheceu a a Inocentes de Belford Roxo. E esse ano só não foi campeão pq não quis a INocentes estava de portas abertas para vc, te espero na Inocentes em 2009. Valeu DD boa coluna. Um abraço

De: Bruno Guedes
Mensagem: Que isso fera?! Porque os mais loucos por carnaval, não são nascidos no RJ? Eu tbm não sou hahahahahaah Parabéns pela coluna e vamos que vamo! Abraços

De: Iv
Mensagem: David, Adorei a sua coluna de estréia. Fui lendo e fui relembrando de várias passagens de minha vida. Pois tb fiquei muito tempo fora do RJ e só acompanhava os desfiles pela TV, revistas e jornais, mas nunca perdi o interesse. No fundo, nossas estórias se completam... é o amor de sambista mesmo! Abração e parabéns pela estréia.

 

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é Senhor, agora entendo pq tu me fizeste trabalhar com todos eles... ...tu é o Rei dos Reis pai amado, o REI dos reis ;)

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