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DVD Alex de Oliveira A História de um REI !

  Toda semana estaremos colocando trechos de cenas que estarão no DVD que contará a história de todo reinado de Alex de Oliveira desde o início até sua despedida. O lançamento será realizado em grande festa em 2009. VER !

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:: O Marechal do Samba


Lendo a matéria que recebei deste grande sambista e cidadão samba J. Muniz Jr. Intitulado pelo mundo do samba da Baixada Santista de: “O Marechal do Samba”, e tenho certeza que não poderia haver titulo de maior magnitude para este sambista tão compenetrado em tudo o que aconteceu em sua vivencia neste nosso mundo. Ele que soube transcrever para folhas de papel que se transformaram em livros e matérias jornalísticas a verdadeira historia do samba Santista.

J. Muniz antes de ser jornalista, escritor e autor, ele é um sambista em toda sua essência, compositor, mestre-sala e muito mais, apaixonado por sua escola de samba X-9 que merecidamente tem a alcunha de Pioneira, ele soube respeitar até os dias atuais e ser fiel a verdadeira história do samba Santista e aos pavilhões que a compõem.

Por isso que resolvi postar aqui em minha coluna no site do Rei, (até uma forma minha de homenagear este baluarte), para que vocês que a acompanhem em seu dia a dia, conheçam um pouco mais da história das histórias do samba Santista

Espero que gostem
Abraços

Cunha Bueno

"Por J. Muniz Jr."

X-9 : A PIONEIRA DO MUNDO DO SAMBA” 1944 – 2008
EDIÇÃO COMEMORATIVA DO 64° ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO DO GREMIO RECREATIVO CULTURAL ESCOLA DE SAMBA X-9

Para falar da Escola de Samba X-9 devemos lançar um olhar retrospectivo. Voltar ao passado, quando o samba era marginalizado e considerado uma coisa de negros e desordeiros. Além disso, muita gente pergunta até hoje por que a escola adotou tal denominação que chega a ser uma incógnita.

Num determinado tempo a Rede Globo transmitiu uma novela, na qual, “X-9” era sinônimo de “Cagüeta”.

E através de outras novelas banais a expressão pegou e muitas pessoas passaram a divulgar que um sujeito delator é um “X-9”. E há quem acredite nisso. Em razão disso, alguns componentes da escola foram alvo de chacotas e até hostilizados.

Como todos sabem alcagüete ou alcagüeta é aquele cara que entrega os outros, um denunciante, bem como um preso que fica de olho nos outros prisioneiros.

Junte-se a tudo isso o fato de que, alcagüeta é aquele que observa para entregar.Não foi por acaso que, diante desta insinuação maldosa, surgiu uma pergunta: “O que a Escola de Samba X-9 tem há ver com tudo isso?” Muitos não sabem explicar e já tempo de desvendar o enigma.

A verdade é que na década de 40 do século passado, existia uma revista do gênero policial denominava X-9, que devido a violência dos seus episódios era considerada o “Império do Crime”. Seu principal personagem era o AGENTE SECRETO X-9 (Secret Agent X-9), um defensor da lei, ao lado de outros famosos detetives das historias em quadrinhos da época: Dick Tracy e Nick Holmes.

A primeira publicação das “Aventuras do Agente Secreto X-9” ocorreu em 1934, nos Estados Unidos, onde o “temerário defensor da lei”, caçava os mais agressivos gangsters, Phil Corrigan, como era chamado gozou de grande popularidade no Brasil nas décadas de 40 e 50. O Agente Secreto X-9 também foi focalizado num seriado cinematográfico, em 1937, e, em filme de 1945, ainda em tempo de guerra, quando foi transformado no 007 daquela época. Seu criador foi o famoso desenhista americano Alex Raymond, também criador do Flash Gordon.Como se vê tudo não passa de balela, pois em toda a sua trajetória, o Agente Secreto X-9 foi um destacado detetive que combatia o crime e não um “dedo-duro” conforme passou a ser divulgado pelo Brasil a fora, através das novelas da televisão.Ainda no contexto dessa convicção, é valido registrar que, nas décadas de 40 e 50, existiu um famigerado bandido no Rio de Janeiro conhecido pela alcunha de “X-9”. E, se alguma pessoa chegasse na época num reduto da pesada no antigo Distrito Federal e pronunciasse tal nome, era bem recebida.

Funcionava como uma senha, como um “salvo-conduto” ou mesmo como um sinal cabalístico. Diante disso, tudo leva a crer que o X e o 9 exercia uma certa fascinação no mundo do samba e no submundo das favelas.

O autor dessas linhas teve provas disso quando de andanças – como sambista – pelos morros (Favela, Mangueira, Salgueiro, Tuiuti, Serrinha e outros) e subúrbios cariocas (Olaria, Ramos, Penha, Vaz Lobo, Irajá, Madureira, Parada de Lucas e outros) nas décadas de 50 e 60.

Agora com referencia a relação entre a antiga revista X-9 e a Escola de Samba com a mesma denominação, isso é outra historia envolvendo velhos batuqueiros do Macuco.

É válido recordar que nos idos de 1940, a decantada Bacia do Macuco (que tinha até uma favela), era um bairro de operários portuários. Todavia, não gozava de boa fama devido aos malandros e desordeiros que freqüentavam aquele reduto a beira mar, participando de uma jogatina desenfreada (jogo de baralhos e de dados), além das batucadas brabas, que, muitas vezes, resultavam em pancadarias.

Era constante a batida da policia através da cavalaria da antiga Força Pública e da radio-patrulha, quando a malandragem se dissolvia e batia em retirada. Foi então que, no longínquo carnaval de 1944, um grupo de batuqueiros do conjunto Mensageiros do Samba entrou batucando num baile do Santos Dumont F.C. , do bairro (ponto final do bonde 5), quando foram anunciados – na base da brincadeira – como “os bandidos da revista X-9”.

Pouco depois, em 1° de maio daquele mesmo ano, os pitorescos bandidos que saíram das histórias em quadrinhos e se incorporaram aos batuqueiros da bacia do Macuco, fundaram uma escola de samba com sede na casa de n° 9 da Rua Almirante Tamandaré e conservaram o fortuito cognome.

Dentre os fundadores figuravam destacados batuqueiros da época, como Mestre Manézinho, Catarina, Afonso, Acácio, Eurico, Canelinha e outros, além do renomado Cabo Laurindo, o “Diplomata do Samba”.

E foi assim que, a Escola de Samba X-9 surgiu naquele reduto de samba e malandragem. E, a exemplo de outras co-irmãs da época: Numero Um do Canal 3, da “Ilha Maldita” e Ai Vem a Favela, do Campo Grande, era de maioria negra (negros, mulatos e amorenados).

Por isso, além do desprezo da sociedade, sofreu violência e perseguição da polícia, uma vez que pessoas maldosas chamavam os redutos batuqueiros de “escolas de malandragem” ou “recinto de negrada”.

Foi à chamada época da resistência e de guerra, com seus preceitos e preconceitos, que durou até meados de 1945, quando as antigas escolas, inclusive a X-9, resistiram e conseguiram finalmente serem bem recebidas no conceito do público e das autoridades.Lembremos que, para a Escola de Samba X-9 sair e poder desfilar no carnaval de 1945, foi necessário obter a permissão da policia. Foi então que o Mestre Manézinho (que além de diretor geral comandava a bateria) foi procurar o delegado de policia na “cadeia velha” para obter a devida autorização.

Quando a autoridade perguntou o nome da agremiação e ele respondeu X-9, o delegado retrucou de imediato: “X-9 é o império do crime. Só tem bandidos!”. Depois de muito argumento ele consentiu na saída da escola, advertindo: “Se vocês não andarem direito em mando prender todo mundo!”. Indignado com o inesperado acontecimento, o batuqueiro negro e pobre e que davam um duro danado no cais do porto, manifestou o seu protesto através de um samba que dizia:

“X-9, diz que é o Império do Crime,
Nós não somos bandidos não! X-9 é uma escola de valor
Não tem malandro não senhor!...”.

E a escola desfilou mesmo no carnaval de 1945, com os batuqueiros caracterizados de malandros: Chapéu de palhinha, camisa listradas, calça branca e tênis, quando foram andando até a cidade onde visitou o jornal A Tribuna e de lá, foram a pé ate o Gonzaga. Voltou a sair às ruas em 1946, sem participar de nenhum concurso, pois naquela época, ainda não havia disputa para a categoria de escolas.

Os blocos, choros e ranchos é que predominavam no carnaval. Depois do carnaval daquele ano a escola foi adotada pelo ben-quisto casal Cabo Roque e Tia Inês, que moravam na Rua Almirante Tamandaré, n° 94, de onde saiu no carnaval de 1947, ainda sob a batuta do Mestre Manézinho, para conquistar a sua primeira vitória. De fato, no carnaval de 1947 foi realizada a primeira disputa entre as escolas de samba, sagrando-se campeã a X-9, que também foi à primeira agremiação do interior do estado a disputar e a vencer concursos carnavalescos em São Paulo, a partir de 1948, por iniciativa do Mestre Leitão.

Nesse período, a escola ensaiava no salão do Brasipés (na Linha Forte Augusto), onde mantinha uma gafieira que funcionou até o início dos anos 60 do século passado.

Mas, o Quartel General da escola era na casa da saudosa Tia Inês, que tinha um “terreiro” onde foram realizadas memoráveis rodas de samba e onde o seu pavilhão verde-e-branco foi batizado pela Estação Primeira de Mangueira.Era lá, no seu Q.G. que se reunia o Estado-Maior do Samba e o Dia do Samba foi comemorado pela primeira vez na Baixada, em 1963, inclusive, abrigou a imagem do Santo Guerreiro (São Jorge), que, com todo o seu misticismo, passou a ser o padroeiro da escola, isso, por sugestão do Cabo Batucada.

Assim é que, a escola permaneceu naquele reduto tradicional até fins de 1972, transferindo a sua sede no inicio de 1973 para Avenida Siqueira Campos, n° 97/101, onde teve um vertiginoso crescimento e onde esta até hoje, com toda a magia e encanto, mantendo as raízes negras e as tradições do passado.

Além de vencer em São Paulo em 1948, 1949 (Taça Diários Associados), 1950, 1954 (Taça Radio Record), 1959 (Carnaval no Brás), 1964 (Concurso de Âmbito Estadual da Lapa) e 1969 (Campeã do Interior no Anhangabaú), a X-9 teve a primazia de desfilar no Grande Carnaval em Maio no Meyer, 1968, graças ao trabalho do Cabo Batucada e do apoio do legendário Natal da Portela.

Dessa forma, desfilou ao lado das grandes escolas de samba do Rio de Janeiro, na época, como a Estação Primeira (sua madrinha), Portela, Império Serrano, Acadêmico do Salgueiro, Unidos de Vila Isabel, Imperatriz Leopoldinense, Mocidade Independente de Padre Miguel, Em Cima da Hora e outras.

Em Santos, no decorrer de sua brilhante trajetória, foi campeã de 1947, 1948, 1949, 1950 (E), 1952 (E), 1953 (E), 1955, 1956 (E), 1964, 1973, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1981, 1983, 1990, 1995, 1996, 1998 e 2008 (E = Empatada).Assim foi e assim é que, ao comemorar sessenta e quatro anos de existência, a aguerrida X-9, tradição do mundo do samba do litoral praiano bandeirantes, continua sendo aplaudida pelo povo na passarela do asfalto, lutando sempre, de maneira eloqüente, para manter a supremacia do samba santista.Não obstante as emoções dos desafios e adversidades ao longo de sua historia, persiste proeminente com coragem e abnegação, incentivada por uma legião de componentes e admiradores, rompendo barreiras de toda ordem, sempre desfraldando a BANDEIRA DO SAMBA.

Portanto, a ninguém cabe obscurecê-la, pois já se disse que:

“Há coisas que, pelo tanto que evocam, tornam-se marcos de uma era, símbolo de idealismo ou exemplos de superação. Repassadas por gerações, confundem-se com a própria historia de que fazem parte. São legendas! “.

“ PARABENS X-9!!!!!

J. Muniz Jr.Marechal do Samba 01-05-2008

“Quando, você ouvir a melodia
Que lhe trará tanta alegria,
Seu coração palpitará.
Quando, ao repicar dos tamborins
Você vier cantando assim
Quero sambar, sambar, sambar.
É, a melodia do meu samba
Que faz vibrar a gente bamba,
E faz seu corpo balançar.
Quero ouvir você gritar bem alto
Cantando e sambando no asfalto:
Dá licença, deixa a X-9 passar”.
(Samba – Hino de autoria de Walter “Marinheiro”)

"Este talves seja em minha opinião, junto com o da Mangueira, os mais bonitos hinos das escolas de samba do Brasil."

Até mais...

Cunha Bueno
 

:: Um Paulista no samba carioca


Falar de samba não é fácil principalmente quando se esta a 500 km de distancia da capital do carnaval e berço do samba brasileiro, mas vamos tentar. Vou começar me apresentado...

Nasci neto de um grande sambista na baixada Santista, nasci em Guarujá, meu avo era de São Vicente e foi um dos fundadores do “As Baianas sem Tabuleiro” (famoso bloco Vicentino, só desfilavam homens vestidos de Baianas), fundador das Favoritas do Sultão (chegou a ser escola de samba na Baixada), era do tempo do Bonde 15, famoso bonde que levava os sambistas para o centro da Cidade em Santos, participou de muitas rodas de samba no Monte Serrat, já participava da sociedades carnavalescas os Corsos Blocos e Ranchos, ele tinha um pequeno surdo, e ganhou o titulo na época dado pelos amigos de primeiro e único surdo mor, sei lá se isso realmente existia ou foi uma maneira de seus amigos o homenagearem).

Benedito Cunha Bueno vestia terno de linho branco, sapato de duas cores e chapéu panamá, saia com seu surdo as costas e só voltava na segunda para ir trabalhar.

Meu já falecido pai já era mais tranqüilo, mas gostava de desfilar e brincar nos Blocos desde criançinha era levado por seus tios, (cunhados de meu a falecido avo).

Foi meu pai que me levou a conhecer o bonde 15, me levou para ver “O Banho da Dorotéia” (famoso desfiles de Blocos patuscos e não patuscos da Baixada), onde vi uma cena que até hoje não sai de minha mente, o maravilhoso e inesquecível Bloco Chineses do Mercado, como era lindo ver o grande espetáculo deste e dos outros blocos da época que eram “Cruz de Malta”, “Oswaldo Cruz”, tantos outros mais, me lembro de quando ele levou pela primeira vez para ver a Mocidade Amazonense em seu primeiro ano de desfile, e me apaixonei pela mesma e é hoje minha escola de coração.

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A beleza da mulher não está no seu corpo ou em
sua sexualidade, mas sim, no seu estado de espírito.
Feliz do homem que conhece a alma feminina, feliz do homem...

Tornei-me adulto e abracei o samba com unhas e dente, fui fundador da escola de samba Mocidade Alegre do Itaguá na Cidade de Ubatuba, comecei saindo na bateria, e já próximo ao desfile fui convidado a ser seu primeiro mestre-sala, isso em 1975 (em 1976 fui batizado pelo antológico casal da Beija-Flor Elcio PV e Juju maravilha numa colossal festa em Ubatuba), na época tinha ido morar em Ubatuba, onde fiquei por três anos, 1979, desfilei pela primeira vez na Mocidade Amazonense, na Ala do sargento Jorge, e em 1982 particpei de minha primeira disputa de samba de enredo, cheguei à final.

Bem em 1986 realizei um sonho conheci o Rio de janeiro e o meu querido Império Serrano, e a maravilhosa quadra da Portela e sua velha-guarda, de quem sou afilhado, eu tive o privilégio de ter trazido eles para fazer o batizado da ala de compositores da Mocidade Amazonense aqui em Guarujá com outros amigos da cidade, foi através dos sambistas Alfredo Silva (compositor do Império Serrano – já falecido), e Jorge Cardoso (compositor e componente da velha-guarda do Salgueiro), passei a transitar por Madureira e Irajá com desenvoltura, fiz grandes amigos do calibre de Beto Gago, Silvio da Silva, Evaristão, Fumaça, Joel Bandoleiro, Catalão, Kanã, Careca, Nilo do Banjo, Camunguelo (Camunga para os parceiros), Tony Poeta (falecido) Helio Mosquito, Jorge Callado, Cosme, Bebeto e o Carlinhos de Pilares, estes foram parceiro de vários sambas, alguns foram para a avenida outros ficaram no meio do caminho.

Em 2001, tive a satisfação de ser levado por meu parceiro Jorge Callado para a Unidos da Tijuca, escola que aprendi a amar e respeitar e onde fiz grandes amigos e cheguei a três finais de samba e uma semifinal e oxalá não tenho vontade de sair nunca mais.

Bem este sou eu tenho o site www.abagaca.com.br, e fui convidado a ingressar como colunista neste site, deste cara que aprendi a respeitar por sua humildade, sua decência e sua simpatia.

O Rei Momo Alex de Oliveira é sem sombra de duvidas a verdadeira expressão do povo e do carnaval carioca, sua alegria e sua simplicidade são jóias raras hoje em dia.

Caros amigos tenham certeza em respeito ao Alex eu tentarei dar o meu melhor para deixá-los um pouco informado sobre o carnaval e o samba da Baixada santista e de Sampa.

Ah... e me apresentando vocês já leram também um pouco das histórias do samba da baixada.

Até a próxima...

espero que goste...

Abraços

Bueno
 
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:: Comentários das Colunas de Cunha Bueno

De:
Dan Menezes
Mensagem:
Caraaa, vai ser otimo ver a opinião de uma pessoa de fora do rio, sobre o nosso carnaval pelo o que eu li tu ainda tem o maior gabarito pra isso Abração e mtooo sucesso De um pulo na minha coluna tbm Vlw
 

  Seu site anda meio parado ? Quer dar uma sacudida nele ?
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é Senhor, agora entendo pq tu me fizeste trabalhar com todos eles... ...tu é o Rei dos Reis pai amado, o REI dos reis ;)

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