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Foi com muito prazer que eu
recebi o convite para participar do site do nosso eterno Rei Alex de Oliveira.
Além de ser uma pessoa de quem eu gosto muito, o site ainda é criado e mantido
por outro grande amigo, o Mau, um ser humano admirável! Portanto, doravante
estarei aqui compartilhando um pouco das histórias do samba e do carnaval que eu
vivenciei ou aprendi através dos grandes mestres e dos livros de pesquisa. E
como a História é uma ciência também do presente, inicio essa primeira coluna
falando de um acontecimento recente, ocorrido em 2008.
Durante o ano ela é conhecida como “Auto Shopping”, pela grande quantidade de
lojas que abriga em sua extensão. Mas durante os dias de carnaval, a Intendente
Magalhães se transforma em palco por onde passam escolas dos grupos de acesso da
Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (AESCRJ). Pois esse ano,
resolvi ir até lá conferir um dia de desfile.

Era um domingo, dia do desfile do grupo C. À primeira vista, aquela avenida me
lembrou muito os anos em que essas escolas desfilavam na Rio Branco e que tinham
que dividir tempo – e muitas vezes, acreditem, espaço – com os blocos de embalo.
Para se ter uma idéia, teve um ano em que eu, desavisado, praticamente tropecei
na Unidos do Anil que desfilava um enredo sobre a Glória Perez. E não foi uma
invasão voluntária, juro! Simplesmente ia eu descendo a antiga Avenida Central
quando – pimba! – lá estava a azul e branca de Jacarepaguá.
Porém foi só começar a assistir aos desfiles na Intendente que aquela primeira
impressão se dissipou. A coisa ali é muito mais organizada, com um espaço
dedicado inteiramente aos desfiles das agremiações. É claro que há falhas
estruturais: a via carece de uma melhor iluminação, o som precisa ser
aperfeiçoado, o conjunto de sanitários deve ser ampliado, enfim, nada que também
não aconteça na distante prima rica. Contudo, para um sistema “monta e
desmonta”, até que funciona bem.
Três coisas me chamaram a atenção nesse dia. Primeiro foi a relação do público
com as escolas. Um numeroso público se aglomerava nas grades de contenção e nas
poucas arquibancadas ao longo da pista, ignorando até mesmo as pancadas de chuva
que, cruéis, volta e meia caíam. Pessoas assistiam a tudo com atenção e
entusiasmo, contribuindo ainda mais para a apresentação das 14 agremiações que
passariam por ali. Apesar da pista ser facilmente penetrável, foi bom constatar
que todos respeitavam a hora do desfile. E quando uma escola passava, foliões,
em sua maioria crianças, se espalhavam pela avenida para brincar o seu carnaval,
até que outra escola começasse a desfilar.
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A beleza da mulher
não está no seu corpo ou em
sua sexualidade, mas sim, no seu estado de espírito.
Feliz do homem que conhece a alma feminina, feliz do homem...
Outro fato que merece destaque é o conjunto dos componentes das escolas de
samba. É emocionante ver a força, a garra, a alegria com que defendem sua
escola, sua comunidade, seu pavilhão. E que não estão nem aí para os flashes das
fotos e para as câmeras de televisão, simplesmente por que ali, naquele momento
e naquele lugar, eles estão mostrando a sua verdade, que é a do samba no pé e no
gogó. Ainda fiquei em um lugar privilegiado, a cabine de imprensa, onde vários
segmentos paravam para se apresentar. Dali pude receber o carinho em forma de
rosa de uma senhorinha da velha guarda do Arrastão de Cascadura. E a cada escola
que passava, mais eu me convencia que ali, diante de meus olhos, estava passando
o que de mais próximo existe dos antigos carnavais. É louvável registrar a
coragem da Unidos da Ponte que foi para a Intendente sem alegorias, levando
apenas banners com fotos que retratavam o enredo mas que, apesar disso, se
manteve no grupo com a força de seus componentes.

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transparente e honesta onde você
terá todo controle de seus
anúncios por um preço acessível a
qualquer pessoa. Para finalizar, gostaria de falar do desfile da Unidos do Jacarezinho. Quando a
comissão de frente formada por jacarés vestidos de crianças pisou na avenida pra
contar a visita ao reino encantado de Maria Clara Machado, o que se viu foi algo
arrebatador. O frisson que tomou conta do público foi tamanho que se percebia
que estava desfilando a grande campeã do Grupo C. Salvo, é claro, as surpresas
dos envelopes que, nesse caso, felizmente não ocorreram. E ao final daquela
fábula infantil tingida em rosa e branco, a apoteose final. Uma multidão foi
atrás do cortejo, cantando em alto e bom som o samba-enredo da escola: “Vem
brincar bruxa boa, sai pra lá bruxa má! É carnaval, eu quero é saracotear!” Uma
cena que, sem dúvida, vai ficar guardada na memória. Se a Intendente Magalhães está à sombra dos desfiles milionários, longe dos
camarotes vips e aquém do interesse das emissoras de TV, ela está muito mais
perto do povo. É ele que, em última análise, constrói aquela festa numa
dualidade indissociável entre estrela e platéia, já que as atenções não se
encerram apenas na pista de desfile. O bonito é ver o público montando sua
própria fantasia, usando um retalho de adereços abandonados pelos desfilantes na
dispersão. E a partir de então se recria um novo espetáculo, que independe da
abertura de envelopes em um outro dia e em um outro lugar. A vitória do carnaval
é ali e naquele momento, no sorriso e satisfação de quem se apega àquilo para
esquecer, mesmo que por instantes, o que deixou na realidade. Pelo menos até
tudo se acabar na quarta-feira. |
De:
Montalvao
Mensagem:
Meu amigo Voce logo se lembrara de mim. Fiz o
enredo do Lafond e por diversas vezes estivemos juntos naquele ano. Também
ajudei o Anil no desfile da Gloria Perez que por problemas internos tiramos o 5
ou 6 lugar. Acompanho seu trabalho e estou feliz com seu novo empreendimento no
carnaval. Parábens. Ramiro Montalvao.
De:
Marcus Ferreira
Mensagem:
Meu amigo professor! É sempre bom ressaltar os
verdadeiros carnavais, aqueles que nao se tem investimento financeiro, onde tudo
é conseguido na luta, na garra, a intendente é isso! Ótima coluna! Abracos
Marcus Ferreira
De:
Luiz Carlos Máximo
Mensagem:
Bacana, Professor Peixoto. Bela experiência. Mas e os sambas? Também
estavam próximos dos antigos carnavais? Parabéns pela coluna e, sucesso!
De: Rogério , o
Coroinha
Mensagem: Fala grande mestre Peixoto, muito legal
sua coluna.Concordo plenamente sobra a Intendente, pois desfilo a vários anos, e
sei como é acolhedora aquela passarela e a garra dos que desfilam lá.Parabéns!!!
De: Renato Motta
Mensagem: PArabens pelo texto Prof. Peixoto.
Conseguiu sintetizar o que é o carnaval do grupo de acesso C na Intendente
Magalhães. Desfilei pela Unidos do Anil, e ano que vem estaremos no grupo D,
buscando corrigir nossos erros e mostrar a força desta escola de samba de
Jacarepaguá. Abraços Renato Motta Ritmista da GRES Unidos do Anil
De: DIONI MIRANDA
Mensagem: PEIXOTÃO QUE MARAVILHA PODER TER \"PESSOA
COMUM\" A COMENTAR CARNAVAL COM A CLAREZA E SIMPLICIDADE QUE SÓ OS QUE VIVENCIAM
O ASSUNTO PODEM TER.BACANA MESMO! PARABÉNS E SUCESSO NA NOVA EMPREITADA!
De: Gustavo Melo
Mensagem: Peixoto, vc estreou com pé direito! Show
de texto e um relato primoroso sobre o desfile do C. Virei fã. Grande abraço!
De:
Marcel Santoro
Mensagem:
Fala amigo Peixoto!! Parabéns pela sua nova coluna no site do Alex. Está mt boa e tem mt informação legal!! Adoreeeeeeeeeeeeeeeeeeeii!! Abrc
De:
WILTON LUSQUINHOS
Mensagem:
MUITO BOM LER ISSO , NO MEU CASO É UM FEED BACK ,
MUITO SHOW ! ARREBENTA CARA ! SUCESSO , SEI DO SEU POTENCIAL!
De:
delecluze
Mensagem:
Maravilhosa a coluna Peixoto! Não poderia haver
melhor forma, não poderiam haver palavras mais precisas para descrever os
desfiles da Intendente Magalhães nesse ano. Show de Bola rapaz.
De:
Gisele Cabral
Mensagem:
Amigoooooooo...sua coluna está \"o fervo\", li
tudinho e me imaginei em cada pedaçinho dessa memória tão recente. Bjs e sucesso
pra vc.
De:
Dan Menezes
Mensagem: Amigo, sua coluna esta show de bola, com
certeza um show de cultura pra quem ler. Desejo muito sucesso, estamos juntos!!
Abração do companheiro colunista Dan Menezes.
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